Fonte de pesquisa: http://www.webtelas.xpg.com.br/kandinsky.htm
Kandinsky,
pai da arte
abstrata
Wassily
Kandisnky (1866 – 1944)
passou à historia como o criador da pintura abstrata e teórico de arte mais
influente do século XX. O pintor, de origem russa, iniciou sua carreira
artística aos 30 anos. Compensou o começo tardio com um entusiasmo inigualável.
Sua pintura é capaz de “vibrar a alma” apenas com a força das cores, sem a
necessidade de conter objetos reconhecíveis. Em meio a instabilidade política da
época precisou conviver com a intolerância do regime socialista e da Alemanha
Nazista para defender sua pintura. Pesquisador incansável, dotou sua obra de uma
originalidade nuca isenta de idealismo.
Pioneiro da arte
abstrata, Kandinsky é um nome imprescindível da arte moderna. Nascido em Moscou
em uma família bem estabelecida, estuda música e desenho em sua juventude… Cursa
direito e economia, mas abandona a carreira jurídica para dedicar-se à pintura.
Aos 30 anos, decide tornar-se artista após admirar uma obra de Monet e de se
sensibilizar pela sinfonia de cores da ópera Lohengrin, de Richard
Wagner.
Apóstolo da cor,
conheceu artistas como Franz Marc, Lyonel Feininger, Paul Klee e Alexei Von
Jawlensky que compartilhavam visão artística semelhante
Kandinsky concebeu
a pintura abstrata inspirada por idéias metafísicas sobre o triunfo do espírito
sobe a matéria.
Retratou motivos
apocalípticos com a Primeira Guerra Mundial, coma Revolução Russa explorou sua
pintura sem figuras, produto das idéias e da cor. Após, em outra fase Kandinsky
elaborou uma pintura geométrica carregada de misticismo, numa nova fase, sob
influência do surrealismo de Hans Arp e Joan Miro substitui as figuras
geométricas por formas de aspecto biomórfico. Resumiu sua concepção platônica da
arte: “Em minha opinião, a arte nada mais é do que o desenvolvimento de idéias
determinadas, do mesmo modo que na natureza os seres são o desenvolvimento
definitivo de determinados germes.”
“Pintar é um
estrondoso choque de mundos opostos predestinados a criar juntos, na luta e a
partir dela, um novo mundo que se chama obra.”
Para Kandinsky as
convenções do passado estavam esgotadas; a cor e a forma são mais genuínas para
expressar a subjetividade do artista do que o objeto ou a perspectiva; o artista
não deve se submeter ao exterior, já que sua espiritualidade reside o visionário
de sua obra.
Kandinsky defendia
o predomínio da subjetividade na obra artística contra qualquer
convencionalismo. Longe de ser uma obra formal ou sem conteúdo, suas obras
atacavam os códigos preestabelecidos para o olhar da arte.
Em sua busca
espiritual alcançou a abstração de sua pintura, que tinha como base a
possibilidade expressiva das formas e das cores. A síntese com a música, a
correspondência entre sons e cores, foi fundamental no processo. “É evidente,
portanto, que a harmonia das cores deve se basear unicamente no principio do
contato eficaz. A alma humana tocada em seu ponto mais sensível responde.
Chamaremos essa base de Principio da Necessidade Interior”.
Escreveu Do
espiritual na arte, a primeira de suas grandes obras teóricas sobre
pintura. Nela desenvolvia uma investigação filosófica sobre as cores e as
formas, às quais conferia valores psicológicos e morais e comparava com a
música, que, apesar de sua imaterialidade, era capaz de fazer “vibrar a
alma”.
Publica também,
Ponto e linha sobre plano, acerca do exercício da pintura abstrata,
elaborando junto com Paul Klee uma teoria semelhante à utilizada pelos músicos
para compor. Kandinsky percebeu que por trás de sua pintura estava o que
verdadeiramente lhe interessava, já que a forma sempre teve importância
secundaria.. Em suas obras, umas das preocupações era a busca de um equilíbrio
instável entre elementos opostos.
“Os que duvidam do
futuro da arte abstrata fundamentam seu juízo sobre um estágio evolutivo
comparável ao dos anfíbios [...]; estes não representam o resultado final da
criação, apenas seu começo.” Kandinsky
Em busca do traço puroO abstracionismo, inaugurado por Kandinsky por volta de 1910, tem como pressuposto básico a realização de uma arte independente do mundo externo e da realidade visível, ou seja, uma obra composta apenas por elementos puros, como as formas, as linhas e as cores. Também chamado de "arte abstrata", este movimento se desenvolveu em várias vertentes, até passar a ser o traço predominante de toda a produção artística realizada ao longo do século 20. Os abstracionistas radicalizaram uma tendência típica das principais vanguardas artísticas do final do século 19 e início do século 20. Desde a invenção da fotografia, o impressionismo havia buscado novas formas de representar o mundo, distanciando-se da mera reprodução "fiel" e "imutável" dos objetos. Os impressionistas procuravam captar as impressões visuais provocadas por estes mesmos objetos em determinado momento, impressões fugidias, que poderiam variar de acordo com a luz, por exemplo. Com a eliminação dos contornos, o impressionismo produziu pinturas em que a luminosidade – e não as pessoas ou as coisas – era o principal tema do quadro. Os pós-impressionistas e expressionistas, por sua vez, libertaram a cor e a linha de suas funções meramente representativas, exagerando propositalmente as formas, para expressar a prevalência da emoção do artista sobre o mundo real. Os cubistas, a seu modo, também romperam com a idéia da arte como imitação da natureza, ao abandonar as noções tradicionais de perspectiva e volume, retratando os objetos de vários pontos de vista simultâneos, decompostos em figuras geométricas. Mas, a todos esses e outros movimentos que procuravam um distanciamento e uma releitura do chamado "mundo objetivo", o abstracionismo contrapôs uma recusa radical a qualquer espécie de representação. Em outras palavras, não se tratava mais de ver os objetos do mundo com novos olhos, mas de criar um universo à parte, uma realidade autônoma, criada pelo próprio artista. Era isso o que Kandinsky queria dizer com uma de suas frases mais célebres: "Criar uma obra de arte é criar um mundo". |




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